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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fichamento do livro "Bom Conselho dos Montes do Boqueirão (Cícero Dantas)"

A autora e a obra

Telma Antoniêta Sousa Cerqueira, 27 anos de idade, estudante de Ciências Contábeis na Universidade Estadual de Feira de Santana na época em que escreveu a obra.
Natural de Pau Brasil-Ba, Telma escreveu o livro “Bom Conselho dos Montes do Boqueirão” o qual foi lançado no ano de 1989, obra esta que, segundo a autora, houve uma pesquisa minuciosa que abrangeu um período de cinco anos nos quais a autora entrevistou os mais antigos da cidade de seus avós, a cidade de Cícero Dantas-Ba.

CERQUEIRA, Telma Antonieta Sousa. Bom conselho dos montes do Boqueirão: Cícero Dantas. Salvador, Ba: Arco-Íris, 1989.

Literatura: Histórica Jornalística.

“Em 1815 as terras de Bom Conselho ainda se encontravam na relação de bens da casa da torre, no tempo de Antônio Joaquim Pires Carvalho e Albuquerque Cavalcanti de Á’vila Pereira.” (p. 19)

“Existia uma estrada de São Francisco à Salvador por onde era conduzido o gado da família D’Ávila para a comercialização. Tudo era mato e ao longo da estrada eram encontradas algumas covas de defunto.
Nessa região existia uma perigosa quadrilha de assaltantes e criminosos que roubava e assassinava: boiadeiros, tropeiros, viajantes e mascates, que pousavam nestas paragens e enterravam-os em um cemitério denominado ‘Cacunéa’.” (p. 20)

“’Em vista da informação, ordenou que fizessem um abaixo-assinado sobre a divisão e número de pessoas e pedisse a ser freguesia. E se fez por vigário encomendado o reverendo Padre Manuel de Barros que foi o primeiro padre da Igreja, distante sessenta braças tem um monte bastante alto e em cima dele eregi um santo Calvário entre uma pequena capela onde além das três cruzes colocou a Imagem de Nossa Senhora da soledade, São João e Bom Jesus. No túmulo com um bonito altar em que o excelentíssimo Dom Francisco S. Damazo por uma pastoral mandou que benzesse e se rezassem missa. Declarou altar privilégio e concedeu muitas outras indulgências. Por justa razão é muito visitado por romeiros que recebeu do Santo Calvário graças e favores.’” (p. 22)

“Sob a proteção de Nossa Senhora do Bom Conselho foi criada a freguesia por força do alvará de 21 de dezembro de 1871. Depois pela Lei Provincial de 1518 de 09 de julho de 1875 o povoado foi elevado à categoria de Vila com a denominação de Bom Conselho, mas somente a sua instalação ocorreu em 28 de março de 1876.” (p. 23)

“A velha matriz de Bom Conselho foi demolida em 1893 e iniciada a atual em 1894. Antônio Conselheiro deu sua ajuda com trabalhos em 1895.” (p. 23)

“Os Montes do Boqueirão, na realidade, são duas serras que se encontram com a distância de 380 a 400 metros uma da outra e com a altura de 130 metros, cada uma, localizando-se a noroeste da cidade a 06 km da Igreja matriz de Bom Conselho.” (p. 29)

“Dizia a lenda: ‘Nossa Senhora do Bom Conselho, a Santa da Capela que era feita de massa, fugia para a Igreja que foi construída por Frei Apolônio de Todi. Toda vez que a Santa fugia, o povo reunia-se em procissão e vinha buscá-la, levando-a de volta à capela com fogos e muita alegria. As romarias eram grandes, existia fé em cada um e os milagres se sucediam a cada dia. Segundo a lenda, a Santa continuava a fugir.’” (p. 29)

“Os antigos costumam contar que, no mês de agosto, em noites de luar, aparecia, nas Serras do Boqueirão, um bode preto com faixas de ouro, pulando de uma serra para a outra. E assim, correu a notícia, de boca em boca, causando curiosidade a todos.” (p. 32)

“Mais ou menos nas décadas de 1920, apareceu em Bom Conselho misteriosamente, um estranho animal aparentando jumento, com berros que todos temiam e chegavam a assustar até a própria natureza, pois no momento que ele berrava, a terra tremia no local. Foi, porém, este animal denominado o ‘Berrador’.” (p. 32)

“O ‘O’ é um poço muito antigo que cavaram com a profundidade de 500 metros, localizando-se na antiga Fazenda Caimbé, próximo a pracinha Municipal. É um local muito escondido que hoje para se chegar até lá é preciso muita curiosidade, mas na época que não existia água encanada, ou até mesmo tanque, o ‘O’ era de grande importância para a população tirar água para beber, sendo distribuída por meio de potes, latas, barris, etc.
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A água do ‘O’ é inesquecível. Quem bebe desta água, não sairá jamais desta terra e se partir com certeza retornará, por não suportar a saudade.” (p. 33)


“Que ironia do destino! Neste dia, o escravo que matou Sérgio foi preso, seguindo para uma penitenciária na Bahia. Este homem poderia ser livre, no entanto estava sendo condenado. Quanto aos outros escravos, aqueles que não quiseram ficar na fazenda, seguiram seu destino.” (p. 40)

“’Nasceu Cícero Dantas Martins no dia 28 de julho de 1838 na Fazenda Cariatá, município de Jeremoabo. Filho do Coronel João Dantas dos Reis e Mariana da Silveira Dantas...’” (p. 80)

“Casado com Mariana da Costa Pinto que lhe sobreviveu 12 anos, teve dois filhos: João da Costa Pinto Dantas e Antônio da Costa Pinto Dantas, ambos Bacharéis, fazendeiros e políticos de renome.” (p. 82)

“O Barão falava do seu amor às terras de Bom Conselho e costumava dizer:’quando eu morrer, quero que enterrem nesta terra pelo menos o meu coração’.E aconteceu que em 1903 em uma das temporadas que o Barão foi passar em Bom Conselho, lá sentiu-se mau, vindo a falecer com 65 anos de idade, sendo sepultado na Igreja Nossa Senhora do Bom Conselho desta cidade.” (p. 82)

“’Padre Vicente José Martins, nasceu no dia 22 de janeiro de 1856 em Tanquinho-BA. Fez todos os seus estudos no velho Seminário de Santa Tereza...Tomou posse da freguesia de Bom Conselho dos Montes do Boqueirão aos 14 de junho de 1883, como Coadjutor do saudoso Cônego Caetano Dias da Silva, sucedendo-se no paroquiato no ato imediato e permanecendo nas mesmas funções durante meio século, ou seja até a data do seu falecimento 04 de junho de 1933.’” (p. 88)

“Em 1945, chegou à Cícero Dantas, Monsenhor Renato de Andrade Galvão. Estava com 27 anos. Era magro, simpático e muito trabalhador. A sua inteligência e capacidade são incalculáveis.” (p. 95)

“No ano de 1893, chegou a Bom Conselho o senhor Antônio Mendes Maciel, vestido de frade da Ordem de São Francisco, sendo conhecido mais tarde como Antônio Conselheiro.
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Em Bom Conselho, fez transportar a madeira da Fazenda Bendó de dona Humbelina Gama para a Igreja, como também fez a escadaria próximo ao altar superdânio, da mesma Igreja.” (p. 123)

“Em 26 de junho de 1926, os Revoltosos e o líder Carlos Prestes passaram por Cícero Dantas e sob um clima de expectativa a população fugiu da cidade, ficando o padre Vicente e algumas famílias.” (p. 126)

“Quando falamos em Lampião é como se estivéssemos despertando de um terrível pesadelo, do qual só restam lembranças para a geração que sofreu e presenciou os ataques do cangaço.
Passando em Tucano-BA, Lampião obrigou o padre daquela paróquia a dar o seu carro com o motorista, para conduzi-lo com seu grupo até Bom Conselho, chegando no dia 17 de dezembro de 1928 numa manhã ensolarada de segunda-feira. Traziam como refém, um soldado de Ribeira do Pombal, já rouco de tanto gritar:
- Viva Lampião!
- Viva o Capitão Virgulino!” (p. 128)

“No dia 18 de fevereiro de 1929, correu a notícia em Bom Conselho, que Lampião retornaria.” (p. 131)

“Em 1933, Lampião voltou pela terceira vez, fortemente armado com um grupo de 38 homens. Eles vinham de Massacará e chegando nos Buracos, atual Fortaleza de São João, queimaram uma casa.” (p. 134)

“Deixando de fazer suspense, estou falando de Reginaldo de Sales Gonçalves. Nasceu, no dia 25 de outubro de 1929 em Cícero Dantas. Reginaldo também saiu cedo da cidade abraçando-se no mundo artístico, tornado-se ator e modelo publicitário no Rio de Janeiro.
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As principais novelas da Globo que Reginaldo participou foram:
Fogo Sobre Terra, Escalada, Gabriela, A Moreninha, Bravo, Saramandaia, Vejo a Lua no Céu, Escrava Isaura, Sombra dos Laranjais, Loco Motivas, Dona Xepa etc.
Reginaldo teve participação também nos seguintes filmes:
Se Segura Malandro, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Ninguém Segura esta Mulher, O Importante é Viver, Um Sutiem do Papai, Os Amores da Pantera, O Padre que Não Queria Pecar, As Desquitadas em Lua de Mel.” (p. 169)

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